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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ouroboros

Começando uma listagem com alguns símbolos que eu tenho mais afinidade.
O primeiro deles é o:

Ouroboros



Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. O nome vem do grego antigo: οὐρά (oura) significa "cauda" e βόρος (boros), que significa "devora". Assim, a palavra designa "aquele que devora a própria cauda". Sua representação simboliza a eternidade. Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo o rabo um do outro. É possível que o símbolo matemático de infinito (∞) tenha tido sua origem a partir da imagem de dois ouroboros, lado a lado.
Segundo o Dictionnaire des symboles o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, autofecundação e, em consequência, eterno retorno.
Albert Pike, em seu livro, Morals and Dogma [p. 496], explica: "A serpente, enrolada em um ovo, era um símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. É uma referência à criação do universo".
A forma circular do símbolo permite ainda a interpretação de que a serpente figura o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo.
Noutra interpretação, menos maniqueísta, a serpente rompe uma evolução linear, ao morder a cauda, marcando uma mudança, pelo que parece emergir num outro nível de existência, simbolizado pelo círculo.
Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência. A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível.
O ouroboros costuma ser representado pelo círculo. O que parece indicar, além do perpétuo retorno, a espiral da evolução, a dança sagrada de morte e reconstrução.
Pode-se referir que o ouroboros, ou símbolos semelhantes, constam de obras alquímicas, nas quais significa “alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem”. Isto, após uma fase em que pela separação se divide o um em dois, que contém em si mesmo o três e o quatro, “... é um fogo que consome tudo, que abre e fecha todas as coisas”.
Registre-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra “ouroboros”, que em copta “ouro” significa “rei” e em hebraico “ob” significa “serpente”.
Se o segundo símbolo constante da nossa imagem for uma alcachofra, diga-se que esta é tida por alguns o análogo vegetal da fênix, pois após ser submetida ao calor a sua flor perde o colorido e fica totalmente branca, posto o que renasce.
Geralmente, nos livros antigos, o símbolo vem acompanhado da expressão "Hen to pan" (o um, o todo). Remete-se assim, mais uma vez, ao tema da ressurreição, que pode simbolizar o “novo” nascimento do iniciado.
Em relação a certos ensinamentos do budismo tibetano (como dzogchen e mahamudra), pode-se esboçar uma maneira específica para vivenciar (em estado meditativo) este ato de "morder a própria cauda". Por exemplo, ao perceber-se num estado mental atípico (além das formas habituais) procurar olhar a si mesmo.

Mais algumas imagens do Ouroboros:







(Fonte: Wikipedia)


sábado, 6 de julho de 2013

Um ano de Medo: Ritos

Meu primeiro conto de terror, publicado pelo Blog "Um ano de Medo"

Um ano de Medo: Ritos:      Ele sentiu os músculos se retraírem levemente... Devagar, podia sentir o movimento voltando aos dedos dos pés e das mãos....

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vinho Quente com Especiarias

Para esquentar nesse frio do inverno, minha receita cigana de vinho quente!
Receita fácil e rápida!

Vinho Quente com Especiarias



- 1 litro de vinho tinto suave
- 1/2 litro de água filtrada
- açúcar cristal à gosto
- 7 cravos da índia
- 2 paus de canela
- 1 vagem de cardamomo amassada
- 1 anis estrelado
- 1 lasquinha de gengibre
- rodelas de laranja à gosto (eu coloco 3)

Modo de Fazer:



Em uma panela, adicione o vinho e a água. Conforme vai aquecendo adicione os cravos, a canela, o cardamomo, o anis, o gengibre e as laranjas. Deixe ferver e baixe o fogo. Enquanto cozinha adicione o açúcar aos poucos até que o gosto esteja ao seu agrado. Tem quem prefira mais doce... ( que é o meu caso) 
Para reduzir a receita para duas pessoas, fica 4 copos de vinho e 2 de água. As especiarias você pode reduzir à gosto!





quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pão com Especiarias

Receitinha básica de pão temperado, para ser consumido puro ou com recheios salgados!
Fácil e deliciosa!!! 

Bora lá?

Pão com Especiarias

Ingredientes:

- 700g de farinha de trigo peneirada
- 1 colherinha de chá de sal
- 1/2 xícara de açúcar
- 2 colheres de sopa de fermento biológico seco
- 3 colheres de sopa de margarina
- 1 xícara e 1/4 de leite morno
- 1 ovo
- Orégano, pimenta calabresa, erva doce, alecrim e cravo moído à gosto!

Modo de Fazer

Recém modelado quase pronto para assar!

Em uma tigela adicione a farinha peneirando-a, o sal, o açúcar e o fermento biológico seco. Misture-os com uma colher de pau e faça um "buraco" no meio da mistura.
Ali adicione o ovo, a margarina e o leite morno, misturando todos os ingredientes juntos. 
Assim que a massa começar a encorpar, deve ser posta na mesa enfarinhada e deve ser sovada para despertar o fermento. Sovar a massa até ficar lisa. Deixá-la descansar em uma bacia coberta com um pano até dobrar o volume.
Abrir a massa com o rolo de macarrão ( ou uma garrafa de vidro bem lavada e esterilizada, dessas de cerveja mesmo, para quem não tem rolo). Espalhar os temperos e ervas e misturá-los à massa, sovando-a até incorporá-los. Abrir a massa novamente e enrolar para dar forma ao pão. (igual se enrola um tapete)
Dispor em uma forma e assar em forno pré aquecido à 160ºC por cerca de vinte e cinco minutos, ou até corar à seu gosto.



terça-feira, 12 de março de 2013

Rocambole de Doce de Leite com Amendoim

Receita deliciosa que eu fiz hoje para a vitrine da padaria, primeira vez que eu faço! E deu certo! *_*


Rocambole de Doce de Leite com Amendoim



Ingredientes da Massa:

* 1 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo
* 1 xícara de chá de açúcar
* 4 colheres de sopa de água
* 4 ovos (gemas e claras separadas)
* 1 colher de sopa de fermento químico

Ingredientes do Recheio e Cobertura:

* 1 potinho de doce de leite (400g)
* 1 potinho de creme de leite fresco (nata, 300g)
* 100g de amendoins triturados

Modo de Fazer:

Massa: Bater as claras em neve. Juntar as gemas, uma a uma, sempre batendo. Adicionar aos poucos o açúcar e bater bem. Acrescentar a água. Misturar o fermento com a farinha e adicionar aos poucos, misturando levemente com o auxílio de uma colher, até ficar homogêneo. 
Forre uma forma de aproximadamente 27x40cm, com papel manteiga. Despejar a massa na forma e assar em forno pré-aquecido a 180ºC, por aproximadamente 18 minutos, ou até corar levemente.
Desenformar ainda morno, sobre um pano úmido e polvilhado com açúcar, retirar o papel e enrolar a massa com o pano. Deixe descansar por 15 minutos, desenrole com cuidado e recheie com o creme e amendoins triturados, reservando um pouco dos dois para a cobertura.

Recheio/Cobertura: Bater na batedeira o doce de leite com a nata, até ficar firme, mais ou menos 1 minuto.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Geléia e Suco de Uvas

E quem aqui nunca provou um vinho doce, ou geléia de uvas, ou cuca ou suco? Fruta doce quando no ponto e com uma longa história em seus troncos... De Baco à Noé; lindas videiras acalentando a alma dos apaixonados...
E como bom gaúcho meu pai que cresceu na serra, em Garibaldi, plantou aqui em casa alguns pés de "parreira", que há anos vêm adocicando nossos verões, com os galhos sempre abbarrotados de uvas sem agrotóxicos... (nosso único problema são as abelhas)
E como é muita uva, aqui em casa sempre se faz: cuca, suco e GELÉIA! (não, ainda não aprendi a fazer vinho...)
Minha tia avó Nelci me ensinou a fazer duas receitas, uma de geléia e uma de suco! 
Então aproveitei para registrar as duas  em fotos para passar para vocês, são fáceis e muito deliciosas!
Na realidade uma depende da outra e podem ser feitas ao mesmo tempo, as quantidades podem ser diminuídas:


Geléia de Uvas e Suco de Uvas



Ingredientes:
- 5kg de uvas frescas
- 1 e 1/2 kg de açúcar (minha avó usa açúcar cristal, eu usei o refinado)


Modo de Fazer:
Lavar e despencar as uvas dos cachos, escorrer bem a água e colocar em uma panela de fundo mais grosso.


Leve ao fogo médio a panela somente com as uvas, mexendo de vez em quando até desmanharem. (com casca e tudo)


Quando os grãos estiverem desmanchados, peneire em outra panela, até extrair o caldo. Aconselho uma peneira de metal ou escorredor de massas com buraquinhos menores, pois vai estar bem quente.


Reserve o bagaço na panela usada.


Adicione o açúcar ao caldo e leve ao fogo médio, mexendo para não grudar, até começar à encorpar. Use preferência colheres de pau, e não se esqueça nunca de sempre ter colheres diferentes para cada tipo de coisa, por exemplo, para docer eu uso as colheres achatadas e para salgados as ovaladas. Eu explico as colheres neste post antigo: Sobre as Colheres de Pau


Ao bagaço na outra panela, adicione um litro de água mais ou menos (depende da quantidade de uvas) e deixe fervendo em fogo médio.


 Para saber o ponto da geléia, quando estiver mais espessa, com uma colher coloque um pouco em um prato e o deixe esfriar. Estará no ponto quando estiver firme ou como você preferir!

           

Quando estiver pronta, coloque-a ainda quente em potes de vidro esterelizados, aqueles de conservas mesmo; ATENÇÃO: os potes devem estar mornos, pois do contrário o choque térmico pode quebrá-los. Tampe-os ainda quentes para "selar" e os deixem descansar sobre uma superfície de madeira.


Peneire o bagaço fervido em uma jarra, (eu usei a leiteira limpa), até extrair bem o suco, novamente o bagaço que sobra, coloque-o na panela onde cozinhou a geléia e adicione um pouco do suco e deixe ferver ali novamente, para absorver o açúcar dos vestígios da geléia.



Pronto, você tem geléia de uvas e um suco que basta gelar e beber!


Eu costumo decorar os vidros, para presente ou para uso aqui mesmo.


Receita para esterelizar potes de  vidro:

Separe os potes que vai usar com suas devidas tampas de metal, já sem os rótulos.
Em uma panela, coloque um pano de prato no fundo e os potes de boca para baixo e adicione água, ponha no fogo até ferver. Faça o mesmo com as tampas em outra panela.
Retire os vidros com cuidado e os deixe secar de boca para baixo sobre papel toalha.
Caso o conteúdo do pote seja posto frio, como conservar por exemplo, após tampá-los, coloque-os dentro de uma panela com pano de prato, adicione água e deixe-os até ferver, para "selar".
Deixar os vidros descansar sobre um superfície de madeira, para não dar choque térmico.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Olho-de-Boi


Há alguns anos, um hippie amigo meu (que vivia me dando pedras e material para trabalhos artesanais), me deu uma semente. Ele disse que "era só jogar na terra que ela pegava", bem cheguei em casa e simplesmente larguei num vaso... e lá ficou... e foi ficando... e nada!
Recolhi a semente após um tempo e a deixei no meu altar do lado norte com alguns cristais... Levou um tempo, mas descobri que aquela semente, era um Olho-de-Boi, ou Mucunã, e que serve para afastar mau-olhado e inveja, são muito utilizadas como amuleto, ao usar as sementes de forma visível, quer num colar, quer numa pulseira, o magnetismo da semente afasta qualquer inveja e traz sorte!
Certo dia enquanto arrumava minha avenca no vaso, colocando alguns cristais ao redor dela, larguei a semente ali e deixei.
Pois bem, há cerca três semanas, a semente rachou e um brotinho surgiu! Em três ou quatro dias, levantou um caule fininho e longo, bem verdinho, com um brotinho na ponta, em duas semanas estava enorme, em três já está dando quatro voltas na grade e com dois pares de folhas, tanto o caule quanto as folhas são peludinhos!
 
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sabiá no Espaço Zen

Meu cantinho zen que andou meio abandonado depois de tanta correria, esteve habitado no último mês por uma fêmea de Sabiá que fez um ninho na minha Dedo de Dama...


 

Já é a segunda vez que ela põe ovos ali, e pela segunda vez eu vi os bebês crescerem e saírem do ninho.

 
 
Fico impressionada com a rapidez com que tudo ocorre, os ovinhos são azuis e quando eles nascem, são pelados, só com um moicano na cabecinha... *_*

 
Ela passa o dia inteiro dando comida para eles, e à noite dorme sobre eles para aquecê-los. Na sacada tem sombra, não tem vento e nem chove.

 
 
 
Neste último domingo foi a primeira lição de vôo! Era "trrrrrrr...... pof!", na parede, na janela, na grade, até que ontem, terça-feira todos pegaram as malas e se mandaram... Mas o ninho continua ali, à espera da próxima família!

 
 
Olha a gurizada aí...
 
 


~.~.~.♥.~.~.~

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Atualização e conto.

Novamente me ausentei por algum tempo. Estou trabalhando muuuito e com isso só penso em dormir... Mas não esqueci de atualizar não, até meu Tumblr anda meio parado.... Enfim... Sem tempo para cozinha também, o que me deixa mais triste ainda...
De qualquer forma pretendo compensar com um pequeno esboço de um trecho da última estória que estou  escrevendo. Espero que gostem... (ou não) rsrs..
(Love's Requiem - trecho)
"E mesmo quando tudo parecia perdido, eles ainda tinham um ao outro...
Ela arfava aflita enquanto observava-o descer pelas pesadas cortinas do grande salão do palácio, rasgando o grosso tecido com a adaga que roubara dela algum tempo antes.
Ele era sua aventura proibida e que lhe dava tanto desejo de se libertar. Era seu verdadeiro amor e sabia que também o era para ele, afinal ele viera buscá-la, destemido, e sorria com desdém enquanto brandia o sabre contra os guardas do palácio. Olhava à tudo atenta com uma das mãos sobre o ventre, como se protegesse o filho de ambos.
Fora uma luta rápida, pois ele era um excelente espadachim, apesar de suas raízes, sua experiência todos estes anos como pirata nos mares mediterrâneos lhe renderam uma incrível habilidade com os mais variados tipos de armas brancas.
Ele aproximou-se dela olhando-a nos olhos, neste momento ela estava só, pois suas damas de companhia e as outras esposas, haviam fugido horrorizadas com a luta. Ele tocara seu rosto, com a mão quente sobre sua pele delicada, com a outra mão acariciou de leve sua barriga e sorriu.
Ela podia sentir a energia que emanava do corpo dele por causa da adrenalina da luta. Ele encostou a testa suada na dela, seus cabelos longos, colados no rosto e no pescoço, sua camisa de linho branco, rasgada em uma das mangas, onde havia sido ferido durante um descuido na batalha. Ela tocou-lhe o braço e ele lhe disse "não há tempo... vamos embora..." pegando sua mão e puxando-a, ela o acompanhou rapidamente, naquele dia havia escolhido ela mesma as roupas mais leves e práticas, para facilitar sua fuga.
Correram pelo longo salão em direção aos corredores laterais, mas já podiam ouvir os passos apressados dos guardas do sutão, que vinham de todas as direções. Ela sentiu um aperto no peito neste momento; Quando viraram em um dos corredores se viram frente à frente com vários guardas, ele gritou "vem" e a puxou para o outro lado no corredor mas era tarde e eles estavam cercados; Ele sacou o sabre e a colocou para trás dele... Neste momento, ouviu-se palmas e uma risada irônica, passos lentos e arrastados pelo corredor, ela tocou-lhe o braço, segurando-o, podia sentir as pernas fraquejando...
Ele estava tenso, segurada firmemente a espada, com a respiração controlada, observava ao redor tentando descobrir algum meio de escapar, mas eram muitos os soldados, sentia as mãos dela geladas na sua pele. Alguns soldados abriram espaço, quando o sultão aproximou-se cessando as palmas: "Muito bem... Belo espetáculo o seu... "; Falou sorrindo, olhando-o de cima abaixo, porém quando seus olhos pousaram nela, seu sorriso se extinguiu. A raiva começou a fazê-lo tremer, gotas de suor brotavam na sua testa: "Peguem-na!"; ordenou o sultão, Samir adiantou-se movendo o sabre, mas ela tocou seu braço, passando para a frente dele, fazendo-o baixar a arma.
Ele segurou-a, suplicando-lhe com o olhar para que ela não cedesse, mas ambos sabiam qual seria o fim...
Os guardas a puxaram pelos braços, enquanto outros o seguravam e desarmavam. A levaram para a frente do sultão que a olhava com ódio; Dirigiu um olhar para Samir e com um aceno da cabeça apontou a adaga que pertencia à ela e que ele lhe dera de presente... O conselheiro então aproximou-se do preso que estava sendo segurado pelos guardas, com um gesto fez com que os mesmos levantassem a cabeça dele, puxando-o pelos cabelos... Um dos soldados lhe estendeu a adaga e ele levou-a ao sultão que a pegou com as mãos trêmulas de ódio.
O homem que a segurava curvada, a puxou para que ficasse ereta perante o soberano, que desembainhava a adaga cuja lâmina reluzia à luz das lamparinas que iluminavam os corredores, ela arregalou os olhos, sabia que morreria e junto com ela morreria o fruto do seu amor proibido, a criança que carregava e a quem já dava tanto carinho...
O sultão aproximou-se, com a adaga nas mãos, olhando-a nos olhos. Ele a amara, amara verdadeiramente e de uma maneira que jamais amara qualquer outra, porém esta ferida que ela lhe causara estava dilacerando-o inteiramente... Tocou-lhe o rosto, passando os dedos pelas lágrimas que lhe molhavam as faces e não paravam de escorrer, Samir tentou se soltar no outro lado, mas um dos soldados lhe deu um soco no estômago, ela olhou na sua direção e abafando um soluço, as lágrimas caindo cada vez mais.
Derepente sua cabeça foi puxada com força para trás, pelos cabelos, quase no mesmo instante, um dos homens que segurava Samir o fez levantar a cabeça para assistir. O sultão olhou-a nos olhos novamente e cravou a adaga em seu ventre.
Ela abrira a boca em um grito mudo, apertando os olhos, sentindo a dor mais insuportável que poderia imaginar, suas pernas enfraquecendo...
A adaga era girada e movida de um lado a outro dentro de sua carne e seu sangue escorria quente por suas pernas e pingava no chão, formando uma poça. A última coisa que ouvira fora o grito de seu amado, antes do mundo à sua volta se tornar apenas o ruido do coração de seu filho, que diminuia aos poucos, sentiu seus joelhos cederem e no chão, levou as mãos ao ventre ensanguentado, apertando-o...
Já não sentia mais a vida dentro de si, ouvia seu próprio coração abandonando-a. Ela deixou o corpo cair para o lado, o rosto no chão frio, olhou para seu escolhido, Samir, que chorava e lutava para se soltar. Viu quando os soldados iniciaram o espancamento que o levaria à morte, mas não sentia mais, só o frio e derepente: nada."

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Macarrão com Calabrezinha Acebolada

Finalmente!!! Uma receitinha rápida e fácil de fazer! Delícia para o almoço como foi aqui em casa!

 Ingredientes:

- 250g de macarrão
- 1 cebola pequena cortada em rodelas e depois ao meio
- 2 dentes de alho médios picados
- duas perninhas de lingüiça calabresa fininha cortada em rodelas
- 1 tomate picadinho
- 4 colheres de extrato de tomates
- sal, cominho, coentro à gosto
- salsinha fresca e queijo raladao à gosto

Modo de Fazer:

Cozinhar o macarrão conforme as instruções da embalagem. Enquanto cozinha, em uma panela por as calabrezinhas, a cebola e o alho e refogar. Colocar o tomate e deixar desmanchar um pouco, adicionar o extrato de tomate e os temperos, deixe cozinhar em fogo baixo por alguns minutos. Escorra o macarrão e misture o molho, salpicando a salsinha e o queijo ralado!




Receita prática e rápida! O extrato que eu uso aqui é natural, feito por nós mesmos. Em outra ocasião eu coloco a receita aqui!